Estamos chegando numa nova era, onde o cartão de crédito e o cartão de débito, que recentemente substituiram os cheques como meio de pagamento, vão ficar tão velhos e obsoletos como o fax.

A nova moda é usar o celular para tudo: telefonar, claro, fotografar, filmar, receber e-mails, pesquisar localidades, acessar a wed de modo geral e pagar qualquer conta. Sem precisar entrar no internet bank. Tudo muito simples e rápido.

Uma nova guerra no mercado: micropagamentos

A empresa  Boku (USA)   lançou recentemente um sistema de micropagamentos. Ela conta com US$ 13 milhões de  financiamento (venture capital) do  Benchmark Capitaln com contribuições de Index Ventures Khosla Ventures.

Qualquer rede social com jogos, ou mesmo sites de varejo, pode instalar Boku como uma plataforma de pagamento, assim como o PayPal ou o PagSeguro, brasileiro. A diferença é que ao invés de digitar um número de cartão de crédito, o usuário simplesmente entra com seu número de telefone celular. Nas opções de pagamento aparece um mais um botão: “pagar com celular”.

Uma mensagem de texto de confirmação é enviado para o celular, à qual o usuário tem de responder por razões de segurança. Nenhum registro é exigido, e débito vai direto para a conta do telefone celular. Simples assim. Para que andar com cartões plásticos se você já anda com seu celular e ele pode fazer muito mais que os cartões inteligentes e pode se comunicar com o mundo?

O Boku já está operando em 53 países (o Brasil está fora por enquanto). Uma das desvantagens do Boku é que ele cobra uma taxa de operação (US$0,8), a cada transação. É como se fosse o custo de um boleto bancário.

O Boku não está sozinho. Tem um concorrente forte, o Zong , que começou nos USA na primavera de 2008. O Zong oferece o mesmo serviço e permite, ainda, que o crédito ou débito, ao invés de cair na sua conta de celular, caia no seu cartão de débito ou crédito. E não cobra do cliente nenhuma taxa de operação. Pelo site,o Zong pode operar inclusive no Brasil. Mas ainda não vi nenhum site com ele.

O fato é que estes sistemas viabilizam micropagamentos em sites. Quer comprar uma música e pagar apenas 1 real? Sem problemas. Quer comprar um joguinho ou aplicativo de iPhone por alguns reais? Basta digitar o número do seu celular e confirmar a compra. Não tem que assinar nada, não tem que colocar aquele baita número do cartão de crédito, nem código de segurança, nem data de validação.

As operadoras de celular no Brasil estão estudando esses sistemas. Muito em breve teremos novidades por aqui. O grande medo é que o pagamento por celular vire mais uma “moeda”, coisa que as operadoras de celular não querem, mas que os bancos e empresas de cartão acham que querem. A tendência é que bancos, empresas de cartões e empresas de celulares se associem e repartam os lucros. Não há como evitar que a evolução chegue, especialmente porque o consumidor quer comodidade e facilidade de pagamento e uso.

ZONG

BOKU

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